A Gaiola das Malucas

October 10th, 2019

Morais Sarmento, o ex-boxeur do PSD, classificou o seu partido como uma gaiola das malucas.

Gaiola das Malucas – no original, La Cage aux Folles – é um filme italo-francês de 1978, realizado por Édouard Molinaro, com Ugo Tognazzi e outros.

O filme conta a história da chegada de Laurent Baldi à casa dos pais, um casal homossexual formado por Renato, o gerente de uma boate drag de Saint-Tropez, e Albin, a atracção principal do estabelecimento. Laurent volta para casa para anunciar que está noivo de Andrea, filha do político ultra-conservador Simon. Com a ocorrência de um escândalo sexual no seu partido político, Simon decide casar sua filha com Laurent para poder fazer os média esquecer tudo, sem imaginar como é a família do noivo.

Acho que não é preciso dizer mais nada sobre o PSD…

A esfinge de Boliqueime está triste

October 9th, 2019

Cavaco Silva fez saber que está triste com o resultado do PSD nas eleições legislativas.

Habituado a maiorias absolutas, não consegue digerir os 28% de Rui Rio – e faz questão de o dizer publicamente, o que equivale a uma facada nas costas do actual líder do PSD.

A criatura foi comparada a um eucalipto, que tudo seca à sua volta. Ainda hoje, quando o vejo na televisão, não consigo tirar essa imagem da cabeça. Cavaco faz mesmo lembrar um eucalipto – hoje em dia, um eucalipto velho, seco, depauperado e com uma azia do camandro!

Deve ser difícil para ele ver um socialista ocupar o seu lugar durante tantos anos. No entanto, apesar de se afirmar triste, no fundo, Aníbal deve sentir uma pontinha de felicidade por assistir à derrota de Rio, de quem não gosta especialmente.

De quem ele gosta, pelos vistos, é da Maria Luís Albuquerque, aquela especialista em swaps.

Nesta sua afirmação pública de tristeza, Cavaco lembra o nome de Maria Luís, dizendo que ela é “uma das mulheres com maior capacidade de intervenção que conheci”.

Será que a Dona Maria Cavaco Silva teve conhecimento destas afirmações?

Algo vai mal no reino de Boliqueime!…

E ainda se queixam do SNS!…

October 2nd, 2019

Fui fazer um tac crânio-encefálico e um angio-tac das carótidas à Cuf Almada. Como tenho ADSE, “só” paguei o que consta da tabela deste subsistema, isto é, 74 e 130 euros, respectivamente. Depois, enviei a factura para a ADSE e aguardo que me seja feito o reembolso de parte daquela despesa.

Para todos os efeitos, paguei 200 e tal euros à Cuf para que me fizessem aqueles dois exames.

Fiz os exames sem qualquer problema, o atendimento, por parte da técnica, foi excelente.

Paguei os 200 e tal euros na secretaria e, quando ia a sair da Clínica, recebi um sms da Cuf, informando-me que o exame tinha sido cancelado.

Espantado, voltei à secretaria e perguntei à funcionária: então, o exame que acabei de fazer foi cancelado?

Ah! Não ligue!… – exclamou a funcionária – fez o exame, não fez?… então…

Encolhi os ombros e deixei a Clínica com a indicação que os exames estariam prontos no dia 30, mas era melhor só os ir levantar no dia seguinte.

Assim fiz. Ontem dia 1 de outubro, lá estava na Clínica Cuf Almada, para levantar os meus tão ansiados exames, os que iam determinar se tinha, ou não, uma carótida entupida, se tinha, ou não, alguma sequela de um eventual avc.

Não estavam prontos.

Disse-me a menina da secretaria que o médico se tinha atrasado, mas, se quisesse levar o cd com as imagens, depois, podia consultar o relatório na app mycuf. Embora desiludido, e ansioso, aceitei o que a menina me disse e sentei-me, aguardando que o cd fosse gravado.

Entretanto, percebi que havia um problema qualquer de folgas e que as senhoras da secretaria estavam preocupadas com isso e, uma delas, aquela que me atendeu, estava até a choramingar.

Aguardei…

Vi, depois, que o encarregado de transcrever os relatórios, chegou ao serviço e que a sua colega administrativa lhe explicou que um senhor (eu), tinha lá ido buscar os exames, mas que ainda não estavam prontos. “Mas ele já levou o cd”, disse a administrativa.

Fui ter com ela e lembrei-lhe que continuava à espera do cd. Olhou-me com surpresa; já não se lembrava de mim e só tinham passado alguns minutos!

Enfim, lá me deu o cd e avisou-me que o relatório estaria no mycuf talvez só amanhã!

Regressei a casa um pouco chateado: o resultado daqueles exames era mesmo muito importante para a decisão terapêutica.

Mas aguardei…

Durante a tarde, consultei, de vez em quando, a app mycuf, mas nada constava, no menu “resultado de exames”.

Até que, a meio da tarde, alguém me telefonou da Cuf, informando-me de que o relatório dos meus exames estava, finalmente, pronto. Poderia ir levantá-lo. Quanto ao mycuf, talvez lá surgisse o relatório, mas era coisa para demorar umas horas…

Pela segunda vez, desloquei-me à Clínica Cuf Almada e, finalmente, levantei o relatório dos meus exames que, felizmente, estavam melhores do que eu esperava.

Quando cheguei a casa, tinha, na caixa do correio, uma carta da Cuf avisando-me que teria de pagar um adicional de 12 euros devido ao contraste que foi utilizado no angiotac.

Tinha estado, por duas vezes, pessoalmente, na Clínica e nenhuma das administrativas me avisou disso e, só depois de ter regressado a casa, é que fico a saber que ainda devo mais 12 euros! Quem me enviou aquela carta, afinal?!

Praguejei e paguei os 12 euros por transferência bancária.

Passado algum tempo, recebo um sms a avisar-me de que deveria pagar os 12 euros; se não o fizesse, ficaria sujeito a juros!

Quanto aos relatórios dos meus exames, nada constava na aplicação mycuf.

E nada continuava a constar hoje, quase 24 horas depois.

E ainda dizem mal do SNS!…

As Obras Completas de W. Shakespeare em 97 minutos

September 30th, 2019

No Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, assistimos a esta peça de 1987, da autoria de Adam Long, Daniel Singer e Jess Borgeson, encenada por António Pires e interpretada por Pedro Pernas, Ruben Madureira e Telmo Ramalho.

Esta peça esteve muito tempo em cena no S. Luiz e eu sempre senti curiosidade em vê-la, mas, por uma razão ou outra, nunca se proporcionou.

Quando vi um cartaz na rua a anunciar a sua reposição, comprei os bilhetes on line e fomos hoje vê-la.

Divertimo-nos à grande.

A peça está muito bem esgalhada e os actores são óptimos. As soluções cénicas são excelentes e a participação do público acaba por criar uma empatia com os actores. A parte final, com o Hamlet a ser resumido em menos de um minuto e, depois, a ser declamada de trás para a frente, é hilariante.

Claro que o texto é excelente, mas a performance dos três actores não lhe fica atrás. E são todos igualmente bons.

Tropa fandanga

September 29th, 2019

Não sabia como tinha nascido esta expressão, muito usada pelos meus pais e avós, como significando um grupo de pessoas, geralmente, miúdos, malcomportados, ou malvestidos, ou ambas as coisas.

Pesquisando no site Ciberdúvidas, encontrei esta explicação:

“O termo tropa-fandanga é formado de duas palavras: o substantivo tropa e o adjectivo fandanga.

Tropa é um termo oriundo do francês troupe, redução de troupeau, «rebanho» (final do séc. XII), provavelmente do latim turba, «multidão em desordem ou movimento». Começou por designar um bando de animais e uma grande quantidade de pessoas juntas, uma multidão. No século XV, já a palavra era utilizada como designação de conjunto de homens de armas: este significado permanece, coexistindo, ao longo dos séculos, com o de grande quantidade de pessoas. No plural (as tropas), o termo passa a designar essencialmente os corpos militares que compõem o exército, o próprio exército, enquanto no singular tem várias acepções, da qual importa aqui a de «bando, multidão». Por curiosidade, refira-se que esta palavra é da família de trupe (tem a mesma etimologia), que significa conjunto de artistas, de comediantes, de pessoas que actuam em conjunto e, ainda, na gíria coimbrã, um grupo de estudantes trajados dispostos a exercer a praxe.

A palavra fandanga é a forma feminina do adjectivo fandango, formado do substantivo que designa a conhecida dança popular sapateada, termo este que entra em Portugal, vindo de Espanha, apenas no século XVIII. Pela conjugação da vivacidade da música, do ritmo, do barulho provocado pela dança e dos que nela participavam, o substantivo fandango passa a ser usado, em sentido figurado, na acepção de «balbúrdia». Surge, então, o adjectivo fandango, com o significado de «ordinário», «desprezível», «caricato», registado em dicionários portugueses no início do século XX.

Cria-se, assim, o termo tropa-fandanga, que significa gente desordenada, indisciplinada, grupo de pessoas que não merecem consideração, gente desprezível.”

Parece que a minha família aplicava bem este termo.

Quando fui mobilizado para fazer o Serviço Militar Obrigatório, nos idos de 1980, passei dois meses na recruta, nas Caldas da Rainha, e achei que aquilo era mesmo uma tropa fandanga.

Formámos um pelotão de médicos que se tinham safado da guerra colonial graças aos estudos universitários e, sobretudo, graças ao 25 de Abril.

Em 1974, eu estava apenas no 3º ano da faculdade de Medicina, e fui conseguindo adiamentos para servir a Pátria. Em 1977 terminei o curso e fiz o internato durante dois anos. Mais adiamentos. Em 1980 fui fazer o Serviço Médico à Periferia para Mourão, no Alentejo e, em setembro desse ano, acabaram-se os adiamentos. Em vez de ir fazer consultas médicas aos alentejanos, fui aprender a montar e desmontar G-3, a fazer ombro-arma e funeral-arma e outras mariquices próprias da tropa.

Foi por isso que escrevi que o melhor da tropa eram as lições de dança – porque a chamada ordem unida não passa de verdadeiras lições de dança, onde os praças aprendem a marchar a compasso, a virarem para a direita ou para a esquerda ao mesmo tempo e a apresentarem a arma de forma digna e correcta.

E para quê, num país em paz?

Para nada!

A Costa Rica não tem forças armadas e está bem, muito obrigado.

Nós temos… porque sim.

Vem tudo isto a propósito de Tancos.

Para memória futura apenas recordo que armas e munições foram roubados dos paióis de Tancos e que, meses depois, os ladrões parece que se assustaram e concordaram em devolver as armas e munições, que foram encontradas na Chamusca.

Durante dois anos, o Ministério Público investigou este assombroso caso (coisa que qualquer CSI resolve num episódio de 50 minutos) e esta semana, em plena campanha eleitoral, designou como arguidos, além dos ladrões, uma série de militares e um ministro, culpados de terem encenado o encontro das armas. Parece que a Polícia Judiciária Militar, para fazer pirraça à PJ civil, negociou com os ladrões a devolução das armas, de modo a parecer que fora um grande feito da investigação. Tudo isto, com o conhecimento e conivência do ministro da Administração Interna, quem sabe do primeiro-ministro, quem sabe, até, do presidente da República.

Portanto, esta tropa que deixa os seus paióis serem assaltados desta maneira tão artesanal e que, depois, entra em negociações com os ladrões para reaver o furto, só para passar a perna aos seus congéneres civis, não passa de tropa fandanga.

E se algum ministro, primeiro ou segundo, e algum presidente, foram coniventes com esta farsa, isso só mostra que, apesar de ser uma instituição ultrapassada e inútil, a tropa ainda consegue meter medo a muita gente.

Claro que os dirigentes da Direita, sobretudo o impoluto Rui Rio, aproveitaram esta brinca para desancarem no ministro Azeredo Lopes e no chefe do governo, António Costa.

Rui Rio, o tal que é contra julgamentos na praça pública, já julgou e condenou o Lopes e o Costa – são ambos culpados de terem participado na farsa da recuperação das armas.

Se eu fosse ao Costa, desistia já das eleições e deixava o Rio ganhá-las e formar governo. Depois, sentava-me à espera de ver como a tropa o iria assar em lume brando, até ele ficar completamente chamuscado.

É que não se brinca com a condição militar…

Sorrisos

September 18th, 2019

O Sousa precisa de se submeter a uma extração dentária e só confia naquela estomatologista.

Só que ela saiu da clínica onde trabalhava e foi tratar das bocas para outra clínica, chamada Sorriso Qualquer-coisa.

Fui procurar no Google; escrevi “clínica sorriso” na caixa de diálogo e saiu-me isto:

Centro do Sorriso, Fábrica do Sorriso, Sorriso Saudável, Sorriso Mais, Construímos Sorrisos, Clínica do Sorriso, Sorriso com Arte, Sorriso Natural, Encontro num Sorriso, Sorriso à Medida, Sorriso e Saúde, Sorriso Diário, Onda de Sorrisos, Sorriso Vital, Doutor do Sorriso, Sorriso Vaidoso, Sorriso Marcante, Sorriso Amigo, Sorriso Feliz, Sorriso de Luz, Pleno Sorriso, Sorriso das Estrelas, Sorrisos Perfeitos, Sorrisus, Sorriso de Novela, Sorriso Metálico, Sorriso Especial, Sorriso e Saúde, Sorriso Implantes, Com Sorriso na Cara, Um Sorriso para a Vida, Ganha Sorriso, Sorrir Sempre… e parei na Clínica Smile Up, porque as entradas eram superiores a 24 milhões!

No entanto, não encontrei clínicas que preferissem os sorrisos Idiota, Néscio ou Parvalhão. Trata-se, portanto, de uma discriminação intolerável!

Os odontologistas e médicos estomatologistas estão com uma falta de imaginação que não merece sorrisos!…

Quem tem medo do Pan?

September 16th, 2019

Segundo a Wikipedia, que nunca se engana, «Pan é, na mitologia grega, o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores. Vive em grutas e vagueia pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. É representado com orelhas, chifres e pernas de bode, amante da música, traz sempre consigo uma flauta. É temido por todos aqueles que necessitam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que são atribuídos a Pan; daí o termo “pânico”».

Como sou um tipo muito distraído, fiquei baralhado quando alguém me disse que o Pan preconizava o fim do consumo de carne, porque as vacas produziam muito metano e davam cabo das pastagens.

Quanto às vacas, nada sabia, mas era do meu conhecimento que, de cabras, o Pan gostava à brava. Existem, até, umas estátuas em que o Pan mostra que gosta mesmo de cabras!…

Mas, enfim… os tempos mudam…

Disseram-me, depois, que, no que respeita ao peixe, a coisa também não estava famosa. Os oceanos estarão quase esgotados e o melhor seria que acabássemos com a pesca de vez.

Sendo assim, deixando de comer carne e peixe, todos nos transformaríamos em vegetarianos.

Toca a cultivar soja, feijão verde e bróculos.

Mas teria que ser em quantidades industriais, para alimentar estes biliões!

Imagino a quantidade de bróculos necessárias só para alimentar os chineses, partindo do princípio que eles deixavam de comer vaca com molho de ostra!

Dizem-me que culturas intensivas – nem pensar!

Então, alguém me deu a ler este post de uma senhora chamada Georgina Figueiredo Guarani-Kaiowá.

A Georgina Kaiowá dá-nos a solução para o problema: não podendo comer carne nem peixe e não podendo alimentar tantas bocas porque a cultura intensiva de vegetais esgotaria os recursos do planeta, a única solução é mesmo arranjar uma praga que “limpe esta merda de gente”.

Sugiro o vírus da varíola ou o do sarampo, por exemplo.

Obrigado Georgina!

PS – Também me disseram que esta senhora foi líder do Pan, na cidade do Porto. Mas já não é. E que o Pan, agora, formou um Partido político. Acho mal que o deuses se metam na política! Mas isto é só a minha opinião…

Urgência intestinal

September 15th, 2019

Os jornais noticiaram: a obra de arte, America, da autoria de Maurizio Cattelan foi roubada no sábado passado do Palácio de Blenheim, na Grã-Bretanha.

A peça integrava a exposição Victory Is Not An Option.

É preciso esclarecer que America é, no fundo, uma sanita.

Mas não é uma sanita qualquer, uma vez que é feita de oiro maciço, estando avaliada em um milhão de libras.

Não sei qual foi a intenção do artista ao criar esta sanita de oiro com o nome de America. Será que nos quis dizer, por interposta loiça sanitária, que a América, apesar de todo o seu poder e riqueza, merece que caguemos nela?

E o que terá motivado o ladrão?

Segundo as notícias, um homem de 66 anos foi detido.

Terá sido uma emergência?

O homem de 66 anos visitava a exposição quando sentiu uma revolução nos seus intestinos. Olhou em redor e não vislumbrou nenhuma casa de banho, mas, mesmo à sua frente, uma sanita lindíssima, brilhante, lustrosa.

Aflitíssimo, o homem pegou na sanita e retirou-se para um local esconso, onde se aliviou. Depois, teve vergonha de devolver o objecto no estado em que ficou… Ainda pensou em protestar junto da organização da exposição: por que razão tinham ali uma sanita e não tinham um autoclismo?

Aqui fica uma sugestão ao artista italiano para uma futura obra…

Rui Rio não se esfarrapa

September 13th, 2019

Ontem, num debate televisivo que colocou frente-a-frente, os líder do PSD e do PCP, o inegualável Rui Rio reafirmou que não está muito interessado em ser deputado.

O que ele quer é ser primeiro-ministro.

Por isso mesmo, faz o frete de se candidatar a deputado, já que nós, os patetas dos eleitores, elegemos deputados e não primeiros-ministros.

Rio acrescentou que até sugeriu ao seu Partido não ser candidato; depois, quando o Partido ganhasse as eleições (ah! ah! ah!), ele seria escolhido para ser primeiro-ministro.

E disse mais: disse que havia, no PSD, quem se esfarrapasse para ser deputado.

Ele não!

Rio não se esfarrapa!

Já está todo esfarrapado, coitadinho…

“Dor e Glória”, de Almodovar (2019)

September 10th, 2019

Almodovar continua a ser um dos meus realizadores preferidos e, mais uma vez, não me desiludiu.

Dor e Glória conta-nos a história de Salvador Mallo (um contido e excelente Antonio Banderas), um realizador sexagenário, com muito sucesso, que há alguns anos que não produz nada, sobretudo desde que foi operado à coluna lombar, mas, sobretudo, desde que a sua mãe morreu.

Salvador está deprimido e sofre de dor crónica, tomando diversos analgésicos opióides. Vive só, num apartamento luxuoso e passa os dias sem fazer nada.

A cinemateca decide fazer uma sessão especial com um filme que ele realizou há 30 anos, numa versão recuperada e convida-o para comentar a projecção do filme. Salvador hesita e decide entrar em contacto com o actor que protagonizou esse filme. Deixaram de se falar após a estreia do filme porque Salvador nunca perdoou a Alberto Crespo (outro excelente Asier Etxeandia) o facto de este continuar a consumir heroína durante as filmagens.

Ao longo do filme, Salvador vai recordando momentos da sua infância, pobre e dura, e o modo como a sua mãe (Penelope Cruz), conseguiu levar para a frente a sua educação.

E não digo mais nada.

Cinco estrelas, porque não há mais.